Economia Tradicional Africana e o Tráfico de Escravos

14ago07

Frederico Souza de Queiroz Assis

frederico.assis@usp.br

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6054254376386937

Economia Tradicional Africana

Observar a dimensão econômica nas sociedades africanas pré-coloniais exige que seja extrapolado o seu aspecto puramente material. Antes, é preciso interpretar os fenômenos de circulação articulados a categorias sociais específicas, que lhes conferem significações próprias, sujeitas a uma racionalidade particular, abandonando visões e pressupostos ocidentais e, mais especificamente, capitalistas.

Tendo isso em vista, torna-se possível compreender uma dinâmica das relações econômicas na África que não se encerra em si mesma, em um processo histórico de transações que vão desde as isoladas dentro de uma linhagem até a formação de extensas redes de comércio difundido geograficamente em proporções continentais (caso notável é o da zona sahelo-sudanesa).

Diante desse quadro, o antropólogo Claude Meillassoux, em sua obra A Antropologia da Escravidão, tenta estabelecer uma tipologia das distintas categorias econômicas na África. Seu esquema apresenta a “partilha”, característica de sociedades assentadas na caça e na coleta, dentro da qual a troca é realizada em um nível horizontal, com a função estrita de consumo imediato; a “transferência”, referente a sociedades agrícolas, de modo que podem se dar de maneira redistributiva (de cima pra baixo), prestativas (de baixo para cima) e paritárias (entre pares); e a troca propriamente dita, que dá ensejo à constituição de um espaço próprio de troca, denominado mercado (Meunier, 1976, pp.208-209).

Em torno desse último termo, é suscitado um debate relativo à sua essência conceitual e sua aplicação institucional na realidade. Baseados em preceitos econômicos da teoria clássica, que atribuem ao princípio de mercado a primazia da oferta e da demanda na definição das taxas de troca, o fenômeno de circulação na África tradicional não poderia ser incluído na categoria de “economia de mercado”, tal como o Ocidente conhece. Na verdade essas sociedades possuem, segundo qualificação de Bohannan, o aspecto de “economia de mercado periférico”, ou seja, o mercado local como instituição está presente, mas o princípio de mercado descrito acima não determina a aquisição de meios de subsistência ou a distribuição de terra e da força de trabalho (Ibid., pp.240-241). Tomado como realidade empírica, o mercado designa o local onde se efetua um certo número de transações, onde se reúnem todos os que querem ceder, adquirir ou trocar produtos (Ibid., p.241).

Atentando para tal fato, vale sublinhar o importante papel que o mercado, tomado como instituição, desempenha na estruturação das relações sociais. O local é investido de diversas funções sócio-culturais e, fundamentalmente, é o lócus de intercâmbio, em sentido lato. O mercado é o ponto de encontro para decisões políticas, espaço para negociações de alianças, de guerra e de paz; para fazer justiça, com a resolução de contendas; para troca de informação e anúncios; para regulação de arranjos matrimonias; para celebração e festas. Em suma, estar no mercado reforça o prestígio da linhagem e do seu chefe (Ibid., p.245), o que denota que seus significados culturais respondem a uma lógica peculiar refletida no imaginário coletivo dos africanos.

Por último, é no mercado que se configura o tráfico, definido como um comércio de produtos exóticos – que obedece a elementos constitutivos específicos –, e que tem como faceta o comércio de homens “mercadorificados”, comumente conhecidos como escravos, e que será descrito nas seções seguintes do trabalho.

A Escravidão e o Tráfico Interno de Escravos

Nesta parte do trabalho, avaliaremos como a escravidão se insere na África dentro dos aspectos mencionados da economia tradicional africana, e como o desenvolvimento histórico do escravismo é moldado pelas transformações ocorridas nas estruturas econômicas, não raro como decorrência de fatores políticos, observando as mudanças de características e funções, de maneira que se possa compreender suas diferentes significações.

Cabe antes apontar uma série de atributos que contribuiriam para uma definição razoável do que vem a ser a escravidão. É ponto pacífico que na essência da escravidão se encontra uma forma de exploração. Mas o que distingue a escravidão, ao menos em primeira instância, de outras formas de exploração – associando idéias de direito de propriedade e de domínio sustentado pela violência – é o fato de que nela a morte social substitui a morte física do indivíduo aprisionado (Patterson, 1982), de modo que “essa morte social despe o cativo de seus ancestrais, de sua família e de sua descendência, retira-o de sua comunidade e de sua cultura, desonra-o simbólica e ritualmente” (Silva, 2002, p.86).

Se observada em perspectiva histórica, não se pode afirmar que a escravidão encontra sua gênese no continente africano. Ao contrário, o fenômeno se inicia dentro de um processo histórico secular, compreendendo povos de todos os continentes. Como afirma Meillassoux, “a escravidão se desenvolveu na África, como provavelmente por todos os outros lugares, pelo contato entre civilizações diferentes” (Meillassoux, 1995, p.35) e “se existe uma gênese da escravidão na África, é na escala de uma história que ultrapassa o continente que se deve procurá-la” (Ibid., p.31).

De todo modo, a escravidão é reinventada entre os africanos, adquirindo contornos únicos e características próprias – e mesmo circunscrita no continente, apresenta diferentes funções, como variável de ambientes pastoris, agrícolas ou urbanos (Silva, 2002, pp.80-82). Em geral, pode-se destacar algumas funções elementares presentes de modo isolado ou combinado nas formações sociais escravocratas, a saber, a função política (utilização militar ou na administração), social (papel doméstico e sexual) e econômica (utilização na produção de bens) (Lovejoy, 2002, p.39).

Há que se distinguir, entretanto, a escravidão “incidental” da escravidão como instituição. Em sociedades de auto-subsistência, baseadas no parentesco, o escravo é introduzido em um processo de estraneidade, isto é, ele é considerado um indivíduo estranho à comunidade doméstica que, ao contrário dos demais, “não se desenvolveu no meio social em que ele se encontra, que não cresceu dentro dos laços das relações sociais e econômicas que situam um homem em relação a todos os outros”. (Meillassoux, p. 19). Ou seja, o escravo não participa do mesmo imaginário de identidade coletiva que os demais, por isso é um indivíduo estranho à comunidade na qual está inserido.

De início, os cativos eram sobreviventes de povoados destruídos, ou de guerra, ou ainda indivíduos castigados por crimes que cometeram dentro da comunidade. Em todos os casos, há o consentimento de que continuem vivos desde que reduzidos a um estado servil (Silva, p.80). Não raro, do escravo é explorado toda sua força produtiva, que, dentro de uma sociedade doméstica de auto-subsistência, é convertida, por um sistema redistributivo, em subproduto para os considerados improdutivos: as crianças, os velhos e os incapacitados. A captura de um cativo pode ser a solução para uma eventual desproporção negativa entre produtores e improdutivos que, conseqüentemente, poderia impossibilitar a perpetuação da sociedade doméstica.

Entretanto, se o escravo faz parte do ciclo produtivo, em muitos casos, lhe é negada a participação no ciclo reprodutivo. O escravo torna-se, segundo vários autores (Rey, 1975; Olivier de Sardan, 1975), o “caçula permanente”, prolongando indefinidamente seu estado de celibatário sem acesso às esposas e a possibilidade de constituir família que lhe permitiria pela paternidade sua reprodução física e social.

“Se o estranho não é introduzido no ciclo reprodutivo, mas apenas na produção, ele não é ressocializado na sociedade de adoção, pois não estabelece nela nenhum laço de parentesco. Por isso mesmo, como vimos, ele se encontra logo de saída na situação objetiva de explorado” (Meillassoux, p.27) [1].

No entanto, há alguns casos em que ocorre inserção deste estranho nas sociedades domésticas, sendo distinto quando se trata de uma mulher ou de um homem. Na situação da primeira, ela é sempre bem-vinda porque aumenta as capacidades de reprodução da comunidade. Em contrapartida, o individuo masculino em nada ou muito pouco altera essas capacidades já que bastaria apenas um homem para fecundar a totalidade de mulheres. Na verdade, ele competiria com os demais jovens da comunidade pelo acesso controlado às mulheres[2].

No caso dos estranhos masculinos, eles só adentram o ciclo reprodutivo quando seus hospedeiros lhe concedem a capacidade formal de reproduzir ou estender as estruturas da sua comunidade de adoção, isto é aceitam o como “pai social”. Desta forma, a integração incontestável do estranho ocorre pelo casamento com uma jovem da comunidade de adoção. Nesta situação, a introdução do estranho será mais fácil se ele já participa do ciclo produtivo há algum tempo, tendo sido adotado jovem ou em substituição a um guerreiro desaparecido em combate. Vale ressaltar que apesar da inserção do estranho pelo matrimônio usurpar dos demais caçulas seu lugar no ciclo reprodutivo, ela é levada em consideração quando o número de caçulas é baixo, ou se existe um desequilíbrio entre os sexos ou entre produtores e improdutivos.

Portanto, diante de todo esse processo, afirma Meillasoux que “um cativo não faz a escravidão” (Ibid., p.28). Com o aumento das complexidades na teia social – propiciada, em particular, pela vida urbana –, a escravidão passa a ter significações diferentes, adquirindo o status de instituição social. “Só há escravidão, como modo de exploração, se se constitui uma classe distinta de indivíduos, com um mesmo estado social e renovando-se de forma contínua e institucional” (Ibid., 1995, p.28) e “é em relação com essas estruturas sociais institucionais e não em sua relação individual com o senhor que seu estado se afirma” (Ibid., p.10).

Além disso, vale observar a importância do fator islâmico nas transformações da concepção africana de escravidão. Os muçulmanos, aproximando-se pelo comércio, além de difundirem suas idéias, adquirem escravos para o fornecimento de empregados especializados para a aristocracia árabo-berbere (Niane, 1988, p.634). Tal fato refletia na organização do escravagismo dentro do continente, dando início a um tráfico sistemático de escravos, que aumenta em importância o escravismo de grande escala, sobretudo em sociedades ligadas ao tráfico trans-saariano e, mais tarde, ao transatlântico (Silva, p.89) – o que, de certo modo, corrobora algumas teses, tal como a de Walter Rodney, que argumenta que o tráfico de longa distância é o principal responsável pelas transformações na escravidão.

O tráfico trans-saariano, iniciado no século VIII, teve seu apogeu entre 1100 e 1500 (chamada “era de ouro” do comércio entre as regiões), desenvolvendo um permanente, ainda que relativamente limitado (se comparado ao tráfico com os europeus), comércio de homens. Contudo, mesmo sem a importância central que lhe seria conferida mais adiante na economia africana, desenha-se o “papel fundamental do tráfico de escravos na formação de estruturas sócio-políticas complementares” (Hernandez, 2005, p.35).

As vantagens oferecidas pelo comércio de escravos incitaram certos grupos, sobretudo durante o período medieval, a multiplicar as incursões contra seus vizinhos, a fim de se obter o que pudesse servir de troca para os produtos mediterrâneos ou asiáticos (Gueye, 1979, p.194). Nesse sentido, é possível desmistificar a idéia aparente de que os africanos escravizavam seus “irmãos”, uma vez que, na verdade, eram seus inimigos políticos que eram capturados (Lovejoy, p.55).

Ainda, havia rotas comerciais que “cortavam” as savanas e florestas da África subsaariana – que, diga-se de passagem, também desmontam o preconceito da “imobilidade” africana, trazido com freqüência pelos ocidentais (Niane, p.645) – com a finalidade de complementar suas economias e que, inevitavelmente, as abasteciam com escravos de outras regiões.

E diante desse quadro, norteados por uma racionalidade capitalista que alimentava, dialeticamente, a dominação política, a chegada dos europeus ao continente africano dá ensejo à construção do comércio atlântico de escravos, e sua intervenção “deu ao tráfico proporções gigantescas e perturbou grandemente a sociedade africana” (Gueye, p.193), o que será abordado na seção seguinte.

 

A Escravidão Moderna e o Espaço Atlântico

Nesta parte do trabalho, trataremos do tráfico de escravos que integrou América, Europa e África no chamado “Sistema Atlântico” por meio do desenvolvimento de formas de produção e mercado que tiveram a mão-de-obra escrava africana como principal força de trabalho. Além disso, discutiremos brevemente quais foram as conseqüências sofridas pelas sociedades africana tradicionais.

No artigo “O Atlântico Escravista: Açúcar, Escravos e Engenhos”, Joseph Miller trabalha com a historicidade da formação do complexo produtivo na América. Para o autor, não é possível compreender o Sistema Atlântico como integrado desde os seus primórdios, mas sim como um processo que surge das transformações que sofreu o capitalismo mercantil a partir do século XV. Já neste momento, o fluxo de ouro que corre da África para a Europa é tido como imprescindível para a acumulação necessária de capital que pudesse ser investido no expressivo custo da expansão atlântica. Este incremento do capital circulante na Europa teria sido, assim, necessário para possibilitar o surgimento de crédito aos investidores – sempre endividados – que se estabeleceram na América para a produção de açúcar. Esta forma de empreendimento já existia nas ilhas mediterrâneas, mas em uma escala pequena e utilizando apenas mão-de-obra servil européia.

A primeira experiência de utilização de mão-de-obra escrava africana foi na ilha de São Tomé, na costa da Guiné. A este acontecimento histórico, o autor atribui uma série de eventos circunstanciais reunidos. Entre eles, destaca o estabelecimento de contato com populações da foz do rio Congo, o que permite aos portugueses a constituição de relações comerciais não-monetarizadas – dado que não possuíam capital na forma de metais, os quais estavam concentrados na Europa – que abaixavam, então, o custo da mão-de-obra africana. Importante destacar que os portugueses, com isso, evitavam as caravanas de comercio que existiam no interior da África, as quais ligavam essas regiões ao norte, mas controladas, principalmente, por grupos especializados no comércio. Assim, iniciava-se um processo que permitia aos europeus a aquisição de produtos e pessoas em troca de produtos que não eram considerados dinheiro na Europa, o que lhes garantia a manutenção dos metais preciosos dentro de suas fronteiras. Ainda mais, o escravo africano, dentro do complexo comercial europeu, adquiria um valor monetário tal que funcionava como garantia de crédito entre produtores de açúcar e investidores (Miller, 1997, p.14). Ainda que a produção em São Tomé tenha sido curta (terminando em 1560 com uma rebelião escrava) e estivesse muito distante do complexo açucareiro de produção em larga escala na América, importa a nós que, ali, se deu a primeira experiência de utilização de mão-de-obra escrava africana, como também houve o estabelecimento de uma relação comercial voltada para o fornecimento de escravos.

Como nos indica Roger Meunier, “ao caráter institucional da parte européia do tráfico, corresponde uma organização não menos regulamentada do lado dos reinos africanos, para os quais o comércio e tráfico com os europeus é muitas vezes um negócio de Estado. O Estado atua quer controlando a classe mercantil, quer funcionarizando os comerciantes” (Meunier, 1976, p.238). Paul Lovejoy destaca que as guerras promovidas por Estados centralizados foram a principal fonte de cativos a serem direcionados para o mercado de escravos estabelecido com os europeus. Mas, para além disso, outras formas de escravização de indivíduos (como seqüestros, razias e o endurecimento das punições legais cabíveis de escravidão) denotam a erosão de costumes tradicionais africanos e de suas instituições políticas (Lovejoy, 2002, pp.141-146). A guerra transformou-se de um combate entre elites em uma guerra operacional que visava a conquista territorial para aquisição de cativos.

A escravidão na América trouxe conseqüências e modificações estruturais nas sociedades africanas. A demanda por cativos homens na América implicou, por exemplo, em uma expansão da poligamia, com alteração na idade de acesso as mulheres, além de fazer recair sobre estas a responsabilidade sobre o trabalho agrícola (Manning, 1988, p.17). As rotas de mercado sofreram modificações que foram sentidas nas estruturas de produção africanas voltadas tradicionalmente para o comercio intercontinental e para a troca de bens de consumo. Além do desvio das rotas, o tráfico levou ao surgimento de uma classe mercantil e aristocrática que atuava diretamente junto ao Estado. Meillassoux aponta que o tráfico “fornece (à África) sobretudo armas e caros objetos de prestígio que só correspondem às aristocracias militares” (Meillassoux, 1971. Apud: Meunier, 1976, p.239), sem que haja o desenvolvimento de forças produtivas na África, mas sim desestruturando as comunidades camponesas pelo esvaziamento populacional, ainda sujeito a migrações e deslocamentos como forma de fugir ao tráfico de escravos (Ki-Zerbo, 1982, p.281).

Embora seja praticamente um consenso que o tráfico foi nocivo às instituições e populações africanas, John Thornton ressalva que não é possível perceber a África como agente passivo na estruturação desse sistema. Os africanos – ou ao menos suas elites – teriam determinado qual o seu papel político e comercial nessa relação (Thornton, 2004, p.22). No mesmo sentido, Patrick Manning aponta que se deve compreender o desenvolvimento de uma dinâmica das relações entre africanos e europeus na qual os primeiros ora se adaptaram dentro de seus valores culturais, ora se sujeitaram às pressões externas importas pelo mercado de pessoas (Manning, 1988, p.28).

Referências Bibliográficas

GUEYE, Mbaye. “O Tráfico Negreiro no Interior do Continente Africano”. In: UNESCO. O Tráfico de Escravos Negros – séc. XV-XIX. Lisboa, Edições 70, 1979.

HERNANDEZ, Leila Leite. A África na Sala de Aula: uma Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.

KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Lisboa: Europa América, 1982, vol. I.

LOVEJOY, Paul E. A Escravidão na África: uma História de suas Transformações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

MANNING, Patrick. “Escravidão e Mudança Social na África”. Novos estudos CEBRAP, nº 21. 8-29, 1988.

MEILLASSOUX, Claude. A Antropologia de Escravidão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1995.

MEUNIER, Roger. “Formas de Circulação”. In: POUILLON, François (dir.). A Antropologia Econômica: Correntes e Problemas. Lisboa: Edições 70, 1976.

MILLER, Joseph. “O Atlântico Escravista: Açúcar, Escravos e Engenhos”. Revista Afro-Ásia. 19/20, 9-36, 1997.

NIANE, Djibril T. “Relações e Intercâmbios entre as Várias Regiões”. In: NIANE, D.T. (coord). História Geral da África: A África do século XII ao século XVI. São Paulo: Ed. Ática/Unesco, 1988, vol. IV.

PATTERSON, Orlando. Slavery as Social Death. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1982.

SILVA, Alberto da Costa e. A Manilha e o Libambo: a África e a Escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.

THORNTON, John. África e os Africanos na Formação do Mundo Atlântico (1400-1800). Rio de Janeiro: Campus, 2004.


[1] Ainda que existam visões chamadas de absorcionistas, as quais defendem a tese de reumanizaçãogeracional de escravos em comunidades africanas, apresentadas, por exemplo, por Igor Kopytoff e Suzanne Miers.

[2] Vale ressaltar que embora a mulher seja a produtora da progenitura, seu potencial de fertilidade é mediado socialmente pelo homem que possui o atributo de produzir relações de filiação. Portanto, tanto em sociedades patrilineares como matrilineares, a qualidade social da mulher pouco importa no estabelecimento das relações de filiação. Só a do esposo ou do irmão é decisiva.

About these ads


9 Responses to “Economia Tradicional Africana e o Tráfico de Escravos”

  1. 1 Fred

    O texto é um trabalho realizado para a disciplina Introdução à Etnologia da África Sub-saariana. Foi feito em grupo junto com os colegas Júlio e Verena. Peço que relevem as limitações que se impuseram ao trabalho, tais como falta de tempo e espaço máximo pré-estabelecido.
    Abraços,
    Fred

  2. Gostaria de pedir que me mandasse um trabalho sobre as consequencias da escravatura na África, Europa e américa

  3. 3 yowisk

    e uma massagem? o trabalho pra tia Neuda tbm?

    Caio, postando bebado no blog, coisa que n deveria fazer

  4. Eu quero fazer o meu trabalho mais naum ta dandoo
    entaum por favor vai procurar antes que eu me irrite e vou
    fazer a MÃO
    PpPoRrRrAaAaAaAaopPoORraApOrApOrrRa

    CaRaLhOoOoOoOoOoOoOOOOOOOOOOOOo

  5. 5 Juliana

    Não entendi o chilique acima.

  6. 6 valentina Abiatti

    achei muito bom pq encontrei todas as resposta do colégio

  7. A Escravatura
    Povo Lunda
    Segundo a estimulação do passado dos Lunda:
    O Homem primitivo esteve numa das etapas do seu desenvolvimento dependente da natureza, e ou era acomodado entre as rochas ou nos buracos.
    Embora o primitivo foi um problema no desenvolvimento do homem, uma crise na sua época, mas sempre o ser humano tinha formas de se assegurar.
    Por falta de desenvolvimento social humano naquela altura, o óleo rícino, a gordura dos ossos de animais, o óleo de amendoim, este produto foi o que os Lundas utilizavam para beleza das suas peles.
    O liquido de alpha leo servia para lavagem de seus cabelos, curas de feridas, tosse e outras enfermidades.

    A Traje
    Os nossos velhos contavam-nos de que a sua roupa primitiva foi de cascas das arvores, pisando-as e metiam a secar e depois servia para vestir. As cascas e fibras que o homem primitivo vestia, eram pintadas de cor Castanheda. Passadas épocas mediante o desenvolvimento da natureza, este tipo de vestir ganhou outras proporções, começando vestes de pele de animais domestico e selvagens, estes peles serviam também de cobertores. A passagem aqui referida, permaneceu até a chegada dos Europeus nas terras dos Africanos, que começou trazer sua técnica de novas coisas Europeias. São hoje estes cobertores que nos tapamos. As coisas de hoje não podemos compará-las com as do passado, do passado é do passado, do presente é do presente. Muitas vezes as pessoas desprezam as coisas do passado porque não prestava para nada, sem pormos em conta que naquela altura não havia coisas semelhantes nem haviam coisas para permutação, utilizava-se as coisas do passado e ninguém argumentava porque o período precisava assim.
    Na Sua alimentação utilizavam o sal gema. O seu lume saía das rochas, pegavam em duas metades de pedras batendo-as e produzia lume e assim a vida desse povo avançava.
    Este Povo fez parte da mercadoria para a comercialização, pois o passado dos Lundas foi um passado cheio de poderes e ordens; os sobrinhos foram pertences dos seus tios, são os tios que tinham todo o poder de os mandar do que os seus progenitores.
    Os sobrinhos constituíam os bens para comercialização, sempre que o tio contraísse uma divida de que valor fosse, este não se preocupava, desde que tenha sobrinhos. Pois com estes resolvia os seus problemas sem estorvo de seus pais.
    Com isto os que tinham vários sobrinhos, constituía-lhes uma fortuna.
    E com a chegada dos brancos colonialistas, os referido actos tornaram-se acentuados, comprando pessoas e indo vende-las por montante de dinheiro para os seus bolsos.
    Mais tarde os Lundas ou mesmo os Africanos foram preceituados a retirarem-se das suas antigas aldeias, abandonando as suas lavras e viver próximo do colonialismo para o servir e dar margens incalculáveis ao explorador.
    Hoje este tipo de escravidão já não existe; ficando apenas o valor de os sobrinhos prestar algumas actividades e cumprirem certas missões de que for em pró dos seus tios.
    E é por isso quando o sobrinho chega a casa de seu tio, este tem mais poder do que os seus primos ( filhos de seu tio ) e os sobrinhos são os herdeiros de seus tios.
    Em suma, os sobrinhos são herdeiros dos bens e poderes dos seus tios.

  8. 8 Agostinho Manuel Quimbundo

    ok, desejo vos que continuem nesta senda.

  9. 9 Feliciano LucasArão

    é bom saber do nosso passado.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: