Os caminhos dos Estudos de Comunidade

20jan08

Trabalho realizado para a disciplina Temas da Sociologia Brasileira ministrada pelo Profº Luiz Carlos Jackson (USP – 2007). 

por Andreza Tonasso Galli   

INTRODUÇÃO

 A partir da escolha de três personagens (Emilio Willems, Antonio Candido e Maria Sylvia de Carvalho Franco) e de, principalmente, três obras (Cunha – Tradição e transição em uma cultura rural do Brasil, Os parceiros do Rio Bonito e Homens livres na ordem escravocrata) que tratam do ‘caipira’, o indivíduo que habita o meio rural do interior paulista, traçarei os caminhos percorridos pelos estudos de comunidade: uma metodologia de pesquisa empírica que teve origem no trabalho de intelectuais norte-americanos e que chegou ao Brasil pelos professores estrangeiros que vieram dar aulas nas escolas de ciências sociais em São Paulo. 

CUNHA E OS PRIMEIROS PASSOS NO BRASIL

Emilio Willems, alemão, diplomado em Economia pela Universidade de Berlim, viveu 18 anos no Brasil. Foi professor secundário no Paraná e em Santa Catarina. E, entre 1938 e 1949, foi professor na Escola Livre de Sociologia e Política[i] e um dos responsáveis pela criação e sustentação da revista Sociologia, difusora de uma sociologia científica inspirada na sociologia de Chicago.[ii] Juntamente com Baldus e Pierson, cria, em 1941, o programa de pós-graduação da ELSP. 

Willems foi também professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Chegou à USP sob indicação de Fernando de Azevedo e ali ministrou aulas de Sociologia. Em 1948, quando a Antropologia tornou-se uma cadeira, Emilio Willems foi convidado para regê-la.[iii] 

Em conjunto com Roger Bastide, Donald Pierson, Charles Wagley, Herbert Baldus e Pierre Monbeig, Willems publicou obras no Brasil com estudos sobre a realidade brasileira, participando do processo de institucionalização das Ciências Sociais no Brasil, seja por meio da sua produção, seja por meio da influência que exerceu no grupo de estudantes com que teve contato enquanto lecionou na ELSP e na FFCL. É “a partir dos trabalhos desses estrangeiros que a Sociologia deixa de ser um ponto de vista, para tornar-se a viga mestra das análises empreendidas”[iv]. 

Willems adota uma perspectiva mais próxima do modelo norte-americano das Ciências Sociais, que se centra nos trabalhos de pesquisa empírica. Na USP, no entanto, o que predominava era o modelo francês, mais centrado na dimensão teórica das Ciências Sociais. 

Em 1947, Emilio Willems publica Cunha. Tradição e transição em uma cultura rural no Brasil, um estudo de comunidade cujo objetivo seria analisar o contraste entre a tradição cultural e as transições operadas na estrutura social de São Paulo por meio de uma metodologia até então muito aplicada a grupos indígenas. Nas palavras do próprio Willems: 

“Nos últimos vinte anos vêm se multiplicando as pesquisas antropológicas dedicadas ao estudo de comunidades que não podem ser consideradas ‘primitivas’. De modo geral, essa dilatação do horizonte da Antropologia prende-se ao fato de ter sido convencional a restrição das investigações anteriores aos chamados ‘primitivos’. No arsenal metodológico da ciência do homem não existe recurso nenhum que não possa ser aplicado a comunidades ‘civilizadas’.”[v] 

Os estudos de comunidade são, então, introduzidos como um tipo de pesquisa que irá marcar o início das ciências sociais paulista, sobretudo na Escola Livre de Sociologia e Política, sob a tutela de Emilio Willems e Donald Pierson. 

Pierson também desenvolve estudos de comunidade. Entre eles, um que escolhe como objeto a vila de Cruz das Almas[vi] em Araçariguama, no interior paulista. Com a intenção de retratar a vida da população de uma zona rural, Pierson adota um esquema metodológico que é por ele assim descrito: 

“Assim, especialmente nas primeiras fases do estudo, procuramos conservar a investigação em bases empíricas quanto nos era possível, evitando enquadrar a matéria estudada num sistema preconcebido de categorias descritivas e analíticas, o que nos teria levado tão somente a dar destaque às idéias que já possuímos antes (…). Achávamos, isto sim, que a organização dos dados deveria tanto quanto possível emergir da realidade, ao invés de lhe ser imposta.”[vii] 

Muitas críticas e polêmicas envolveram o modelo de análise característico dos estudos de comunidade inspirados no trabalho de Robert Redfield em Yucatan, no México.[viii] Dentre elas, as de Guerreiro Ramos, que defendia uma sociologia engajada politicamente e que buscasse soluções para os problemas nacionais:  

“Não se justifica, por exemplo … que se reiterem investigações do tipo da realizada pelo professor Emilio Willems e de que resultou a obra Cunha. Tradição e transição em uma cultura rural do Brasil.Trata-se de um estudo de comunidade procedido dentro dos moldes metodológicos já largamente ensaiados nos Estados Unidos… Esse tipo de Sociologia regional, mais ou menos anódino e diversionista, está atualmente empolgando um considerável número de jovens sociólogos brasileiros – o que representa um desperdício dos nossos recursos técnicos”[ix]. 

Cunha e outros estudos de comunidade no mesmo período, resumiram-se a uma descrição minunciosa de grupos sociais específicos. Faltou a esses trabalhos uma visão mais geral da sociedade brasileira, apontando as relações que essas pequenas comunidades estabeleciam com o todo e quais seus impactos. E os conceitos ali usados não recebiam a reflexão necessária, aparentando uma superficialidade teórica. 

Além disso, faltou-lhes uma reconstrução histórica profunda que recuperasse as origens dos tipos de sociabilidade inscritos nos grupos estudados. É também possível dizer que se incentivava uma visão nostálgica do passado, tornando-se incapaz de explicar as mudanças sociais que ocorriam no país e que refletiam nessas comunidades. 

No entanto, esses problemas receberão mais atenção nas gerações posteriores.

A POÉTICA DA VIDA CAIPIRA

Antonio Candido descendia de uma família de médicos. Nasceu em 1918, no Rio de Janeiro e cresceu no interior de Minas Gerais. Teve contato desde a infância na família e em círculos próximos com intelectuais das gerações dos anos 20 e 30. O ambiente familiar em que foi criado era composto por muitos livros e discussões sobre as mais variadas temáticas. Viveu na Europa e aprendeu francês ainda quando menino. Enfim, teve uma formação bastante culta característica de uma elite da população. Sua origem seria compartilhada, em boa medida, com o grupo de amigos que faria na Universidade. 

Antonio Candido fez parte de um grupo de alunos da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, que ficaria conhecido como ‘grupo Clima’.  

Além da amizade, o grupo de estudantes compartilhava idéias e valores. Em uma conversa entre Lourival Gomes Machado e Antonio Candido[x], no final de 1940, surgiu a idéia da publicação de uma revista universitária. Com o apoio de Alfredo Mesquita, em maio de 1941, foi publicado o primeiro de dezesseis números da Revista Clima, que acabou se firmando como uma revista de cultura, apesar de contar com seções de temas variados, como direito e economia. 

Antonio Candido era o editor encarregado da seção permanente de literatura. Escolha essa que influenciaria sua trajetória intelectual, conforme defende Heloisa Pontes em Destinos mistos. 

Compunham ainda o grupo Clima, além de Candido e Lourival, Paulo Emilio Salles Gomes, Ruy Coelho, Decio de Almeida Prado, Antonio Branco Lefèvre, Alfredo Mesquita, Cícero Christiano de Souza, José de Barros Pinto, João Ernesto Souza Campos, Frederico Viotti, Roberto Pinto de Souza, Gilda de Mello e Souza, Maria de Lourdes Machado, Ruth Alcântara, Sara Lifchitz, Dorothy Fineberg, Yolanda Paiva, Helena Gordo e Carlos Vergueiro.[xi] 

A revista conseguiu firmar um novo tipo de crítica de arte de cunho mais científico, que partia de universitários, mostrando a possibilidade de um mercado cultural para os egressos da Faculdade de Filosofia. Além disso, a partir da revista, um número considerável dos integrantes do grupo passou a ser conhecido e reconhecido, recebendo propostas para escreverem para a grande imprensa. 

Em janeiro de 1943, Antonio Candido tornou-se crítico titular de literatura na Folha da Manhã[xii]. E foi assistente da cadeira de Sociologia II da FFCL entre 1942 e 1958.  

O primeiro livro que publicou, Introdução ao método crítico de Sílvio Romero (1945), já demonstrava uma preocupação em “estabelecer uma correlação forte entre literatura e sociedade (…) [e] construir uma chave explicativa e um repertório (metodológico e conceitual) para enfrentar os problemas postos pela análise dessa correlação”[xiii]. 

A missão de jovens professores franceses que chegaram à FFCL, exerceu grande influência na formação de Antonio Candido. Roger Bastide ensinou-lhe que “os modernos métodos de investigação sociológica podiam – e deveriam – ser aplicados ao estudo de dimensões variadas da sociedade e da cultura brasileiras. Para cujo esclarecimento, (…) era necessário substituir o brilho fácil e muitas vezes infundado das hipóteses livrescas pela pesquisa minunciosa e sistemática das fontes”.[xiv] 

O interesse pelo Brasil e as reflexões sobre o país, a exemplo de grande parte de sua geração, foram influenciados por, principalmente, três obras: Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Júnior e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda.  

Apesar do interesse pela literatura e pela trajetória adotada por Antonio Candido, “não há exagero na afirmação de que, nesse período, Antonio Candido foi, em primeiro lugar, sociólogo. Sua opção pela crítica não pode ser compreendida sem que se considerem as perspectivas teóricas adquiridas nas ciências sociais”[xv]. 

Sua tese de doutorado, Os Parceiros do Rio Bonito, defende que o caipira é também um protagonista da história social do Brasil cuja vida é regida pela “dialética dos mínimos vitais (a pobreza, a economia de subsistência ou a integração marginal no mercado) e dos mínimos sociais (o bairro rural, o familismo e a vida comunitária dessa unidade de referência da sociabilidade caipira)”.[xvi] 

Esse trabalho pode ser visto como um estudo de comunidade sociológico, já que parte de um grupo rural específico: os parceiros da cidade de Bofete, para explicar o processo de mudança social que ocorria no mundo rural brasileiro como um todo. E, ainda se engaja politicamente, apesar do momento complicado em que é publicado – durante a ditadura militar, e exige uma mudança na estrutura fundiária rural para a melhoria das condições de vida da população caipira.[xvii] 

Apesar das diferenças e discordâncias em relação aos estudos de comunidade anteriores, Antonio Candido, nutria por Willems, que fora seu professor, grande admiração reconhecendo a importância dele na sua formação até mesmo para a produção dos Parceiros: 

“De Redfield, que analisei com alguns colegas nos seminários de Emilio Willems, recebi idéias oportunas sobre a concepção de cultura rústica, assim como a sugestão de analisar as sociedades rústicas em modalidades que correspondem a etapas diferentes do processo de urbanização e secularização, como se os momentos sucessivos de tempo se revelassem por meio da variação no espaço. (…) Minha geração corrigiu a sua posição algo extremada recorrendo à influência de Radcliffe-Brown, outro autor estudado nos seminários de Willems, que nos mostrou como as funções se ordenam em sistemas, que são as estruturas”.[xviii] 

Maria Sylvia de Carvalho Franco destaca nessa obra que “o caminho escolhido [por Antonio Candido] afasta a generalidade abstrata do sociólogo, declinando, no mesmo passo, o corte descritivo dos ‘estudos de comunidade’, cujo programa, ao pretender coligir, de modo exaustivo, os aspectos de certo agrupamento, ‘acaba por englobar todo o seu sistema institucional numa visão completa e orgânica’”.[xix] 

Os Parceiros consegue, a partir de uma comunidade, problematizar a sociedade brasileira e reconstruir a história de uma parcela da população que sempre pareceu marginal. A base teórica utilizada congrega obras de Sociologia e Antropologia com conceitos bem trabalhados. Por tudo isso, pode ser classificado como um estudo sociológico de comunidade. 

RECONHECIMENTO E POLÊMICA

Os estudos de comunidade nunca tiveram muito espaço na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, ao contrário do que acontecia na Escola Livre de Sociologia e Política.[xx] Da USP, partiram boa parte das críticas a eles.

Maria Sylvia de Carvalho Franco foi responsável por algumas delas. Maria Sylvia pertenceu ao primeiro grupo de assistentes de Florestan Fernandes (também crítico dos estudos de comunidade) na cadeira de Sociologia II, assumida por ele em 1954. Nesse grupo também estavam Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, Renato Jardim Moreira e Marialice M. Foracchi. 

O trabalho do grupo era bastante exigido por Florestan, nas palavras dele: “o ‘bom assistente’ era aquele que evidenciasse uma capacidade de trabalho pelo menos igual à minha, em quantidade e em qualidade. Procurei os assistentes que me pudessem ‘fazer sombra’ e sempre estimulei uma corrida aberta entre todos nós, no que se referisse à produção intelectual”[xxi]. 

Maria Sylvia ocupava uma posição secundária no grupo, sendo os preferidos de Florestan, Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni. 

Em 1964, no mesmo ano em que Os parceiros são publicados, Maria Sylvia defende sua tese de doutorado com Os homens livres na civilização do café[xxii], que mais tarde seria publicada como Homens livres na ordem escravocrata. A banca examinadora era composta por Florestan, seu orientador, Sérgio Buarque de Holanda, Antonio Candido, Francisco Iglésias e Octávio Ianni. 

Maria Sylvia partia de documentos de processos criminais ocorridos nas mediações de Guaratinguetá, cidade do interior de São Paulo, para analisar a vida rural. Essa região era formada por uma população bastante pobre que teve sua situação agravada pela crise da economia cafeeira. 

A obra pode ser enquadrada como um estudo sociológico de comunidade, pois parte de pesquisas empíricas de um grupo específico mas que, porém, leva em conta as críticas feitas (por ela mesma) a esse tipo de metodologia. 

Assim como em Os parceiros do Rio Bonito, o caipira paulista é objeto de análise, porém sob uma nova perspectiva. Conforme dito por Maria Sylvia muitos anos depois das discussões decorrentes de seu trabalho, “em outra fase de nossas carreiras, ambos já professores, nos encontramos [eu, Maria Sylvia, e Antonio Candido] no interesse e afeição pelo mesmo personagem, o caipira digno e livre, maltratado por um mundo hostil. Nossos recortes e leituras desse universo divergem; nem por isso deixei de receber seu [de Antonio Candido] precioso reconhecimento ante a ortodoxia então dominante nas ciências sociais”[xxiii]. 

A discordância principal de Maria Sylvia em relação a Antonio Candido dizia respeito ao fundamento da vida social dos caipiras. Para Antonio Candido, eram os mínimos vitais e sociais enquanto que, para Maria Sylvia, eram as relações de violência que fundamentavam as relações sociais da população rural. 

Além de Antonio Candido, Maria Sylvia escolheu outros intelectuais para polemizar. Até Florestan Fernandes, seu próprio orientador, não escapou das suas críticas. Maria Sylvia discordava da explicação do surgimento do capitalismo no Brasil, um aspecto central da tese de Florestan que englobava todo o trabalho de seu grupo, do qual inclusive ela fazia parte.

CONCLUSÃO      

Essas três obras podem ser classificadas como estudos de comunidade por apresentarem semelhanças metodológicas. Porém são representativas de momentos e de perspectivas diferentes. Cada uma delas corresponde a um período, 1947, 1954 e 1964, que apesar de não serem longas as distância temporais, o tempo passado entre um trabalho e outro alterou aquilo que se entendia por sociologia e os principais temas tratados por ela. 

No momento de Cunha, a separação entre Sociologia e Antropologia ainda não estava muito clara no Brasil. Em Os parceiros, já era possível identificar um movimento mais sólido de institucionalização das ciências sociais e, conseqüentemente, de delimitação de fronteiras disciplinares. Homens livres é fruto de um momento onde a Sociologia conta, até mesmo, com um projeto mais bem acabado e com objetivos definidos.  

Nesse curto espaço de tempo, observou-se muitas transformações no cenário da sociologia paulista e, em decorrência, na sociologia brasileira. 

Apesar dos problemas que cada uma dessas obras apresenta, cada uma teve e ainda tem grande importância no campo das ciências sociais e na história dessa disciplina do Brasil. 

BIBLIOGRAFIA

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CANDIDO, Antonio. Os parceiros do Rio Bonito. São Paulo, Livraria Duas Cidades, 1987.

FERNANDES, Florestan. A contestação necessária. Retratos intelectuais de inconformistas e revolucionários. São Paulo, Ática, 1995.

FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo, Ática, 1976.

FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. “Prosa com ‘Os parceiros do Rio Bonito’”. In: D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (orgs.). Dentro do texto, dentro da vida. Ensaios sobre Antonio Candido.São Paulo, Companhia das Letras, 1992.

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MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 1. São Paulo, Editora Sumaré, 2001.

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PEREIRA, João Baptista Borges. “Emilio Willems e Egon Shaden na história da Antropologia”. In: Estudos Avançados, no. 22, 1994.

PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia da Letras, 1998.

WILLEMS, Emilio. Cunha. Tradição e transição em uma cultura rural do Brasil. São Paulo, Secretaria da agricultura, 1947.   


[i] PONTES, Heloísa. “Brazil com Z – A produção estrangeira sobre o país, editada aqui, sob a forma de livro, entre 1930 e 1938”. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 2. São Paulo, Editora Sumaré, FAPESP, 1995, p. 449.
[ii] LIMONGI, Fernando. “A Escola Livre de Sociologia e Política em São Paulo”. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 1. São Paulo, Editora Sumaré, 2001, p. 265.
[iii] PEREIRA, João Baptista Borges. “Emilio Willems e Egon Shaden na história da Antropologia”. In: Estudos Avançados, no. 22, 1994.
[iv] PONTES, Heloísa. Ibid. (1995), p. 451.
[v] WILLEMS, Emilio. Cunha. Tradição e transição em uma cultura rural do Brasil. São Paulo, Secretaria da agricultura, 1947.
[vi] PIERSON, Donald. Cruz das almas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1986.
[vii] PEIXOTO, Fernanda Arêas. “Franceses e norte-americanos nas Ciências Sociais brasileiras (1930-1960)”. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 1. São Paulo, Editora Sumaré, 2001, p. 520.

[viii] REDFIELD, Robert. The folk culture of Yucatan, 1941.

[ix] RAMOS, Guerreiro A. A cartilha brasileira do aprendiz de sociólogo (Prefácio a uma Sociologia nacional). Rio de Janeiro, Andes, 1954, p. 78. Citação retirada de ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. “A Sociologia no Brasil: Florestan Fernandes e a ‘escola paulista’. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 2. São Paulo, Editora Sumaré, FAPESP, 1995, p. 154.
[x] PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia da Letras, 1998, p. 97.

[xi] Idem, p. 63.

[xii] Idem, p. 113.

[xiii] Idem, p. 112.

[xiv] SOUZA, Gilda de Mello. “A estética rica e a estética pobre dos professores franceses”, pp. 21 e 22. Citação retirada de PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia da Letras, 1998, p. 94.
[xv] JACKSON, Luiz Carlos. “Sociologia como ponto de vista”. In: Tempo social – Revista de Sociologia da USP, vol. 18, no. 1, jun. de 2006, p. 268.
[xvi] MARTINS, José de Souza. “Antonio Candido e a sociologia em São Paulo”. In: AGUIAR, Flávio (org.). Antonio Candido: pensamento e militância. São Paulo, Humanitas; Editora Fundação Perseu Abramo, 1999, 297.
[xvii] FERNANDES, Florestan. A contestação necessária. Retratos intelectuais de inconformistas e revolucionários. São Paulo, Ática, 1995, pp. 97 e 98.
[xviii] CANDIDO, Antonio. “O caipira no fluxo da história”. Entrevista de Antonio Candido concedida a Luiz Carlos Jackson. Folha de São Paulo. Mais. São Paulo, 22 abr. 2001. p. 17.
[xix] FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. “Prosa com ‘Os parceiros do Rio Bonito’”. In: D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (orgs.). Dentro do texto, dentro da vida. Ensaios sobre Antonio Candido.São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
[xx] CORRÊA, Mariza. “A antropologia no Brasil (1960-1980)”. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 2. São Paulo, Editora Sumaré, FAPESP, 1995, p. 60.
[xxi] FERNANDES, Florestan. “Em busca de uma sociologia crítica e militante”, p. 183. Citação retirada de ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. “A Sociologia no Brasil: Florestan Fernandes e a ‘escola paulista’. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 2. São Paulo, Editora Sumaré, FAPESP, 1995, pp. 193 e 194.
[xxii] ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. “A Sociologia no Brasil: Florestan Fernandes e a ‘escola paulista’. In: MICELI, Sergio (org.). História das Ciências Sociais no Brasil – vol. 2. São Paulo, Editora Sumaré, FAPESP, 1995, p. 216.
[xxiii] FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. “Ser simples”. Folha de São Paulo. Mais. São Paulo, p. 10, 19 jul. 1998.


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